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Mandamentos Caninos

10-12-2011 00:00

INTOXICAÇÃO POR PARACETAMOL...............EM ANIMAIS....................

26-10-2011 22:55

 

O paracetamol (também conhecido por acetaminofeno) é um medicamento analgésico e anti-pirético muito usado em medicina humana. Fármacos como Ben-U-Ron, Panadol, Tylenol ou Panasorbe são bem conhecidos da nossa farmácia doméstica e todos eles têm como composto principal o paracetamol. Apesar do seu uso rotineiro em medicina humana, o paracetamol nuncadeverá ser administrado a gatos.

Os gatos podem facilmente ser intoxicados por paracetamol pois o seu metabolismo de transformação do paracetamol no organismo é, de certo modo, ineficiente. Muito resumidamente podemos dizer que, nos humanos bem como noutros animais, o paracetamol é transformado no fígado por determinadas proteínas. Nos gatos a actividade dessas proteínas é muito baixa, logo há uma acumulação de produtos intermediários da transformação que são bastante tóxicos para o organismo do gato. Estes tóxicos vão danificar o fígado e os glóbulos vermelhos do gato podendo causar a sua morte.
Não deve auto-medicar o seu gato sem consultar o seu veterinário assistente
Para termos noção da toxicidade deste fármaco para um gato, podemos dizer que 250 mg de paracetamol é suficiente para lhe provocar a morte.

Normalmente os donos, não sabendo da toxicidade do paracetamol, vêem o seu gato mais parado ou adoentado e acham que o paracetamol vai, de alguma forma, fazer com que o animal recupere. Passadas algumas horas da administração, o animal começa a exibir os sinais da intoxicação:

  • vómitos e náusea;
  • prostração;
  • cianose (coloração azulada das mucosas);
  • dificuldade respiratória intensa;
  • edema (inchaço) da face e das patas;
  • abaixamento da temperatura corporal;
  • nos casos mais graves conduz à morte do animal.

O tratamento deve ser imediato e consiste na administração de fluidos, por forma a acelarar a eliminação dos compostos tóxicos que se encontram em circulação no organismo do gato e do antídoto do paracetamol (acetilcisteína). Se a dificuldade respiratória for acentuada, o animal deverá receber oxigénio. Mesmo com um tratamento imediato, o prognóstico do gato é sempre muito reservado, pois a destruição do fígado e dos glóbulos vermelhos pode ser de tal forma intensa que impossibilite a sobrevivência do animal.

Quanto à administração de paracetamol a cães, o efeito não é tão dramático mas também não é aconselhável pois pode provocar lesões hepáticas graves.

Nunca administre nenhum fármaco ao seu animal de estimação sem consultar previamente o seu médico veterinário assistente.

DENTIÇÃO....................................

26-10-2011 22:35

 

Nos cachorros a dentição de leite começa a surgir por volta das 4 semanas de idade. Esses dentes de leite (também designados por dentes decíduos) vão sendo substituidos pelos definitivos a partir dos 3 meses de idade e aos 7 meses o cachorro já deverá ter toda a sua dentição definitiva completa. Contudo, podemos ter animais em que alguns dos dentes de leite ficam retidos, ou seja, o dente definitivo surge mas o dente de leite acaba por não cair ficando, normalmente, atrás do definitivo.



Retenção do dente canino de leite

A retenção de dentes de leite é mais frequente em cães de raça pequena e os dentes que normalmente ficam retidos são os caninos, mas pode surgir com qualquer dente. Nos gatos, a retenção de dentes de leite não é habitual.

Quando o dente de leite fica retido é importante removê-lo o quanto antes pois os dentes definitivos podem ter um crescimento defeituoso devido à sua má oclusão, a acumulação de comida torna-se mais frequente, logo a probabilidade do aparecimento de tártaro aumenta e, nos casos mais graves pode mesmo haver lesões a nível da gengiva do cachorro.

Se notar que o seu cachorro aos 7 meses de idade tem dentição dupla opte por dar-lhe um granulado de ração de dimensão superior para o obrigar a mastigar e ajudar a soltar o dente de leite. Se mesmo assim o dente não cair, leve-o ao seu médico veterinário assistente para que este proceda à sua remoção cirúrgica.

COMO PREVENIR ACIDENTES.....COM OS NOSSOS ANIMAIS

26-10-2011 22:33

 

Os acidentes com os nossos animais de estimação podem acontecer em qualquer altura. Mas, se evitarmos determinados comportamentos de risco, podemos minimizar grande parte desses acidentes.





Animais acidentados

Entre os acidentes mais comuns temos:

  1. Quedas: são relativamente frequentes nos gatos, principalmente durante as estações do ano mais quentes. As janelas abertas podem ser um factor de risco acrescido para as quedas. Os gatos não têm noção dos riscos e se estiverem à janela e virem algo que lhes desperte a atenção, não hesitam em saltar, estejam eles num 1º andar ou num 5º andar. Mesmo caindo uma vez, os gatos não "aprendem" e voltam a repetir a proeza, se tiverem oportunidade para isso.
  2. Atropelamentos: idas à rua de cães e gatos sozinhos ou sem trela são um factor que aumentam o risco de atropelamento. Mesmo quando acompanhados, se o seu cão ou gato não levar trela pode assustar-se com algo e fugir para a estrada.
  3. Afogamentos: se tem piscina em casa, use uma barreira protectora para evitar a ida do cão ou do gato para a piscina. Por vezes, mesmo com a presença duma escada na piscina o animal pode atrapalhar-se e não conseguir sair, principalmente se for um animal jovem.
  4. Ingestão de corpos estranhos: muito mais que os gatos, os cães são especialmente predispostos a comer coisas que não devem. Embora a ingestão de corpos estranhos seja mais frequente em cachorros, há animais adultos e geriátricos que também o fazem. Se for esse o caso, evite ter por casa objectos soltos e de fácil acesso para eles e quando for passeá-los esteja atento para não ingerir nada estranho ou opte por usar um açaime se for impossível evitar que eles "aspirem" as ruas.
  5. Envenenamentos: produtos de limpeza doméstica, insecticidas, produtos de jardinagem e medicamentos devem todos eles estar devidamente armazenados e fora do alcance do seu animal de estimação.
  6. Golpe de calor: chegado o tempo quente, certifique-se que proporciona sempre água fresca bem como sombras ao seu animal se este estiver ao ar livre. Nunca o deixe dentro do carro ao sol, mesmo que deixe uma janela ligeiramente aberta.
  7. Hipotermia: aplica-se nos animais recém- nascidos e que não conseguem regular a sua temperatura corporal. Tenha sempre o local aquecido com uma temperatura ambiente constante. Se necessário, compre uma botija de água quente para os manter sempre quentes.

Não se esqueça de ter sempre no seu telemóvel o contacto de um serviço veterinário de urgências; assim, numa situação urgente, não precisará de perder tempo à procura do veterinário de serviço.

RAÇÃO SECA ....OU HÚMIDA??

26-10-2011 22:32

 

A escolha do tipo de ração a dar ao nosso animal de estimação é uma das questões que mais se coloca nas visitas ao veterinário. Esta escolha é baseada em vários factores, nomeadamente, a idade, a raça e eventuais problemas de saúde que o animal tenha. Independentemente da escolha, a ração deverá ser sempre de boa qualidade, pois isso reflectir-se-à na saúde do seu animal - rações ricas em sal e açúcar deverão ser evitadas.
 
Comida seca ou húmida?

Nos animais de raça grande recomendamos, habitualmente, ração seca pois estes animais exigem um aporte calórico diário bastante elevado, sendo, consideravelmente, mais dispendioso alimentá-los com comida húmida. A comida seca permite também um armazenamento e conservação mais adequados. 
 
Nos animais de raça pequena, a comida húmida pode ser uma opção em termos de custo, no entanto, a comida seca acaba por ser uma melhor opção em termos de higiene dentária. A comida seca auxilia na limpeza dos dentes e na prevenção do tártaro, pois o animal no processo de mastigação sofre um certo atrito do próprio granulado. Assim sendo, também quanto maior o granulado, maior o atrito e, consequentemente, menor a formação de tártaro. Isto não significa que não possa fornecer comida húmida ao seu animal - pode fazê-lo mas deverá ter especial atenção à higiene dentária do seu animal.
 
Os animais com patologias crónicas exigem uma dieta adequada à sua patologia, seja ela húmida ou seca. Nos animais com problemas renais ou urinários, por exemplo, o aporte de água deve ser superior, aconselhando-se neste caso uma dieta húmida, já que esta apresenta cerca de 80% de água, ao contrário da seca que apresenta apenas 10%.
 
Aconselhe-se com o seu médico veterinário sobre a melhor dieta para o seu animal de estimação.

 

O PERIGO DA PICADA DA LAGARTA DE PINHEIRO...................EM HUMANOS E ANIMAIS...................

26-10-2011 22:30

 

A lagarta do pinheiro, também conhecida por processionária, é uma praga florestal que pode ser encontrada por todo o país em diversos tipos de pinheiros. Esta lagarta, de nome científico Thaumetophoea pityocampa, além de destruir os pinheiros, tem um grande efeito prejudicial, tanto em pessoas como em animais, que com ela contactam.



Lagarta do pinheiro

O seu ciclo de vida é bastante longo, durando praticamente todo o ano. Contudo, é entre Janeiro e Maio que as lagartas são verdadeiramente nocivas para nós e para os nossos animais. Durante este período, as lagartas começam a descer pelos troncos do pinheiro em fila, como se de uma procissão se tratasse, em direcção ao solo, onde vão completar o seu desenvolvimento. Aí transformam-se em borboleta. Entre Agosto e Setembro, nascem as lagartas que se alojam nos seus ninhos, nas copas dos pinheiros, por forma a manterem o calor e resistirem até descerem novamente em Janeiro.



Ciclo de vida

As lagartas do pinheiro têm uma cor acastanhada que se confunde com a cor do tronco do pinheiro, e estão envolvidas por centenas de pêlos. São estes pêlos urticantes e tóxicos os causadores de lesões graves, tanto em humanos como nos animais.

Os cães são normalmente mais afectados que os gatos. Ao cheirarem, tocarem ou morderem a lagarta, os animais podem apresentar lesões mais ou menos graves:

  • salivação intensa;
  • prurido acentuado no focinho;
  • língua inchada (edema) e com uma tonalidade mais ou menos escura;
  • irritação a nível dos olhos;
  • dor intensa na boca;
  • nos casos mais graves pode ocorrer necrose (morte) dos tecidos, nomeadamente língua e lábios. Se essa necrose for muito extensa, a vida do animal pode ficar em risco.

É imprescindível que o animal seja observado de imediato pelo seu médico veterinário - é uma urgência veterinária sempre! Evite ao máximo tocar no focinho do seu cão ou gato, pois poderá igualmente ficar com uma reacção alérgica nas suas mãos.

Caso detecte lagartas perto da zona onde vive, avise de imediato os serviços municipais da sua zona. Se tiver pinheiros em sua casa, informe-se junto da sua Camâra Municipal sobre a melhor forma de prevenção.

O PERIGO DAS CARRAÇAS......................

26-10-2011 22:28

 

Tal como nas pulgas, também nas carraças a prevenção é o mais importante. Actualmente existem inúmeros produtos eficazes na prevenção do aparecimento das carraças, exclusivos para carraças ou actuando tanto em carraças como em pulgas. Aconselhe-se com o seu médico veterinário sobre a melhor opção para o seu animal de estimação.

As carraças ao contrário das pulgas, não saltam. Sobem pelo pêlo do animal durante a sua passagem por um local contaminado. Alojam-se, alimentam-se do seu sangue e depositam os ovos no ambiente dando continuidade ao seu ciclo de vida. A altura ideal para o seu aparecimento é o início do calor com uma humidade considerável. De qualquer maneira podem existir todo o ano.



Ciclo de Vida da Carraça

Podem transmitir várias doenças nomeadamente a tão conhecida febre da carraça. O animal não precisa estar infestado de carraças para contrair febre da carraça - basta que uma carraça infectada inocule o parasita.

A febre da carraça é relativamente comum nos cães e muitas vezes não dá sintomas imediatos. Esta doença é uma zoonose, ou seja transmite-se ao Homem, mas é muito importante que se diga que a única forma de transmissão é através da carraça. Um animal doente com febre de carraça não vai contaminar o seu dono. Brevemente teremos um artigo detalhado acerca desta patologia.

Não se esqueça que a prevenção é o melhor remédio.

INSUFICIÊNCIA RENAL CRÓNICA NOS GATOS............

26-10-2011 22:26

 

A insuficiência renal crónica (IRC) é uma doença que afecta cerca de 20% dos gatos com mais de 10 anos de idade.

A IRC caracteriza-se por uma diminuição progressiva na capacidade dos rins eliminarem os produtos tóxicos do organismo. 

1- rim com insuficiência renal aguda; 2- rim normal; 3- rim com insuficiência renal crónica

Na maior parte das vezes, a IRC evolui de forma silenciosa, sem que o animal exiba quaisquer sintomas. Estes só começam a surgir quando grande parte do rim já se encontra lesionado. Os principais sintomas de IRC são:

  • perda de peso;
  • anorexia;
  • polidipsia - aumento do consumo de água;
  • poliúria - aumento da micção;
  • desidratação;
  • vómitos;
  • hipertensão arterial.

A IRC não tem cura. O gato vai, progressivamente, tendo crises de insuficiência renal, acabando por não ter mais capacidade para eliminar os produtos tóxicos do organismo.

Durante os períodos de crise, o animal deve fazer fluidoterapia para repôr o equilíbrio electrolítico e o nível de hidratação. A fluidoterapia (colocação a soro) vai ajudá-lo a eliminar os produtos tóxicos que se acumulam no organismo.

Mais importante que diminuir os parâmetros sanguíneos que avaliam a função renal (ureia, creatinina e fósforo), é conseguir recuperar o apetite do animal. A sua dieta deverá conter baixo nível de sal, bem como baixo nível proteico. Actualmente, existe no mercado uma grande variedade de dietas renais, húmidas e secas, que são um excelente auxílio para manter o gato com a IRC controlada. Se o gato não ingere água em quantidade suficiente, opte por fornecer-lhe ração húmida, por forma a manter o seu grau de hidratação. Além da dieta, existem no mercado novos fármacos que promovem a protecção renal - informe-se com o seu médico veterinário.

Um gato com IRC deve ser regularmente monitorizado. Sendo uma doença crónica, é fundamental o dono estar atento a alterações no consumo de água e/ou alimento, alterações de peso, bem como aumento da frequência de vómitos. Apercebermo-nos destas pequenas alterações e levarmos o animal ao veterinário de imediato, pode significar evitar descompensações que podem conduzir a uma crise de IRC grave.

SARNA................ OU VONTADE DE COÇAR??..............................

26-10-2011 22:23

 

A sarna é uma patologia originada pela presença de ácaros em grande número no animal. Pode estar generalizada por todo o corpo do animal ou localizada a uma determinada área

Os ácaros existem habitualmente na pele do animal e são organismos oportunistas, ou seja, desenvolvem-se quando o animal tem menos defesas. Daí ser mais frequente observarmos sarna em animais jovens ou animais debilitados ou imunossuprimidos por qualquer outra doença.

A sarna manifesta-se por:

  • falhas no pêlo ou mesmo peladas;
  • prurido intenso;
  • descamação da pele;
  • inflamação da pele com possível infecção, entre outros sintomas.

Existem vários tipos de sarna causadas por vários tipos de ácaros. Os ácaros alojam-se em profundidade na pele do animal, destruindo o folículo piloso, e para serem identificados é necessário proceder-se a uma raspagem de pele profunda. Nem sempre são fáceis de encontrar. Existem ainda ácaros que se alojam a nível do conduto auditivo do animal originando uma otite.

Ácaro Demodex


O tratamento da sarna passa por eliminar tanto os parasitas adultos como os ovos. Normalmente, são tratamentos algo morosos, de algumas semanas. A sarna é contagiosa, por isso se existirem vários animais perto de um contaminado deve ter atenção se exibem sintomas ou não. Pode também contaminar o humano. Aconselhe-se com o seu médico veterinário sob a melhor forma de tratamento.

DESPARASITAÇÃO INTESTINAL-----------DESPARASITAR INTERNAMENTE

26-10-2011 22:19

 

Todos os animais de estimação devem ser desparasitados ao longo de toda a sua vida. Os parasitas intestinais facilmente vivem dentro do organismo do nosso cão ou do nosso gato, podendo provocar problemas mais ou menos graves, dependendo do tipo de parasita e do grau de infestação. O tipo de desparasitante deve ser aconselhado pelo seu médico veterinário assistente, em função do peso do animal e do seu estado de saúde.

Parasitas Intestinais

Habitualmente começamos por desparasitá-los por volta das 3 semanas de idade, tanto cachorros como gatinhos. Os animais mais jovens facilmente vêm parasitados e, por este motivo, é fundamental desparasitá-los segundo o esquema de desparasitação fornecido pelo seu veterinário assistente. Normalmente desparasitamos de 15 em 15 dias durante os dois primeiros meses de vida, seguindo-se uma desparasitação mensal até aos 6 meses de idade.

A partir dos 6 meses de idade a desparasitação deve ser efectuada uma, duas ou três vezes por ano, dependendo do ambiente onde o animal se encontra.

As fêmeas gestantes devem ser desparasitadas a partir do 1º mês de gestação. Após o parto, as fêmeas devem ser desparasitadas na mesma altura que as crias.

Todos os animais adquiridos recentemente devem ser de imediato desparasitados, sejam adoptados ou comprados, bebés, adultos ou geriátricos. Se houver mais animais na casa, estes também devem ser desparasitados para evitar contágios.

As desparasitações internas são tão importantes como as externas (prevenção de pulgas ou carraças) e devem ser realizadas periodicamente durante toda a vida do animal.
 
 

 

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